Publicado por: blogjormiguel | Dezembro 3, 2008

TECNOLOGIA NA GESTÃO PÚBLICA

As novas tecnologias surgiram sob a justificativa de que trariam mais tempo livre para o ser humano que, por anos, viveu subjugado pelas opressoras atividades mecanizadas. Sob a falácia de que o ócio traria mais liberdade de pensamento, as novas tecnologias se instalaram. É bem verdade que a promessa não foi cumprida por inteiro, mas, a exemplo da internet, algumas benesses chegaram e estão aí à disposição.

 A tecnologia da informação, através da internet, foi difundida mundo afora e pode ajudar, e muito, a população na gestão pública das cidades. Uma das novidades em termos de tecnologia a favor da democracia e da participação popular é o acesso a informações e a fiscalização pública da gestão de algumas cidades brasileiras. Isso propicia uma maior integração como conseqüência de uma revolução tecnológica. Através de um canal rápido, direto e livre entre gestores e povo, sugestões, reclamações e alertas entre outros podem ser fundamentais no desenvolvimento de um município.   

 “Com o advento das novas Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs), sobretudo com a internet e o desenvolvimento do governo eletrônico (E-gov), surge a necessidade da criação de novos institutos democráticos e sua adaptação em face das potencialidades da democracia eletrônica, ou cyberdemocracia, que deve ser compreendida em todas as suas dimensões tanto teleologicamente, como também observada a partir da emergência da internet e da participação direta do cidadão na política mediante o uso das novas tecnologias” afirma a mestre e professora de Direito da Unifor, Giovana Cartaxo, em artigo publicado.

Um exemplo dessa nova tendência onde a população atua na gestão da cidade em que mora é visto no site da prefeitura de Recife (http://www.recife.pe.gov.br/) que, segundo o vereador Waldemar Borges, representa um importante avanço para a cidadania e consolida a rede mundial de computadores como um instrumento de controle da gestão pública. É a tecnologia a serviço da cidadania. Infelizmente, essa integração entre gestores e cidadãos ainda é pequena, e poucas cidades no Brasil oferecem esse sistema.

Quando se fala em atuação na gestão municipal, não se pensa apenas em dados resumidos do orçamento municipal, mas também em indicadores urbanos da cidade, a agenda cultural e pesquisa de preços em supermercados. Ainda de acordo com o vereador Borges, “A transparência na administração e o incentivo na participação da sociedade na gestão pública são os principais resultados trazidos”.

Outro Estado que possibilita a participação popular na administração pública é Manaus. Segundo dados contidos no site (http://www.manaus.am.gov.br/transparencia), a Prefeitura Municipal visa a incentivar o controle social para que as práticas da administração pública seja o mais transparente possível, visto que a participação da sociedade garante o bom uso dos recursos e promove o exercício da cidadania.

Em algumas cidades, a participação popular quase não existe. Por exemplo, em Fortaleza, João Pessoa e Natal é possível encontrar apenas um “orçamento participativo” onde comunidade e prefeitura compartilham decisões, recursos, experiências e responsabilidades. Através desse sistema de participação popular, algumas transformações como construções de moradia, postos de saúde e escolas aconteceram. É preciso ressaltar, entretanto, que, em termos de tecnologia e interatividade, o orçamento participativo ainda não proporciona a integração esperada entre governo e população através da internet.

prefituraSegundo o assessor da Prefeitura de Fortaleza, Demétrio Andrade, por enquanto uma das formas mais eficazes de participação popular nas gestões é o Orçamento Participativo, “que é o carro-chefe da participação”. Ele consiste na escolha, através de eleição, de representantes de bairros e comunidades pela população local para discutirem com órgãos da Prefeitura problemas particulares da localidade e a melhor forma de aplicar os recursos nas obras e serviços. Entretanto o Orçamento Participativo só acontece uma vez por ano e a população necessita de outros meios de ser ouvida constante e diretamente. 

Está sendo estudada a possibilidade de implementação no novo portal de um canal de denúncia direto com a administração pública. Enquanto essa nova opção não chega a Prefeitura de Fortaleza já dispõe de um canal aberto através de call-center gratuito pelo número 0800-285 0880. É o Fala Fortaleza e ele funciona recolhendo todas as reclamações e encaminhando para a regional e secretaria responsável. Ao fim de cada mês um relatório fornece o número de ligações, o número de reclamações, a quantidade que foi resolvida e o que continua pendente. Para Andrade, “precisamos da participação efetiva da população para as regionais (SER) tomarem conhecimento e fazer o que lhes cabe”.

Nota – Depois da conclusão de nossa reportagem, o novo portal da Prefeitura de Fortaleza entrou no ar com um espaço, loga na página inicial, para reclamações, sugestões e opiniões. Parabéns Prefeitura!

 trabalho-internet-e-prfeituras

Publicado por: blogjormiguel | Dezembro 3, 2008

Notas Curtas 2

Nota 1 – Depois de um ano, a TV Digital não é sucesso.

Depois de um ano de TV Digital em funcionamento no país, somente 0,5% da população tem acesso ao novo recurso. Os fatores são vários: preço dos conversores, dificuldades de cobertura e a quantidade limitada de programas.
O preço dos conversores, que pode variar de R$ 200 a R$ 700,00, gera polêmica e ainda não oferece todos os recursos disponíveis no sistema digital, uma vez que as próprias emissoras não disponibilizaram alguns recursos que estão sendo propagados para “vender” a mudança de analógico para digital.
Um outro fator é que nem o software de interatividade, o GINGA, está definido ainda. Um problema com o fabricante da plataforma JAVA atrasou todo o cronograma desse recurso. E cada vez mais ficamos imaginando e sonhando com a famosa interatividade.

Nota 2 – De olho na pedofilia virtual

Um Congresso Mundial sobre Exploração Sexual Infantil aconteceu no Rio de Janeiro, no último fim de semana de novembro, e abordou, dentre outras questões, a pedofilia no cyberworld e dois endereços de web se destacaram: o Orkut e o Second Life.
Recentemente, um canal de TV britânico divuldou um playground onde garotas de 10 anos de idade ofereciam aos avatares todo tipo de relação sexual. Já a TV alemã SWR revelou o fato de uma avatar seduzir uma criança e levá-la para o quarto. Os alemães foram identificados e, além de banidos do mundo virtual, serão processados criminalmente. Segundo a Linden Lab, políticas contra a pedofilia já estão em funcionamento para impedir que casos semelhantes ocorram. 
Talvez por isso, a popularidade do Second Life tenha caído vertiginosamente. Nos EUA, em janeiro, 488 mil usuários acessaram o jogo enquanto, em novembro, o número caiu para 100 mil, somente.
De repente, as autoridades, no Rio, nem tenham tempo de tomar grandes decisões, os próprios usuários já estão se dando conta dos fatos criminalísticos que ocorrem e estejam migrando para outro entretenimento.

Publicado por: blogjormiguel | Novembro 12, 2008

Second Life – o mundo virtual não é brincadeira

Será necessário nos escondermos entre quatro paredes para fugir de nossos problemas diários e dos perigos que assolam o mundo exterior? Essa não é nenhuma campanha de marketing mas é assim que alguns viciados em jogos virtuais tem se comportado nos últimos anos.

Sou da época do Atari, o avô, ou bisavô, do vídeo-game. Antes dele não lembro de nada parecido. Totalmente sem recursos, também comparando com “o hoje” é covardia. Sim, mas ficávamos um pouquinho, uma tarde, talvez, na frente da televisão comendo os inimigos virtuais (será que já existia a palavra virtual?), refiro-me ao jogo “Packman” – um dos maiores sucessos da indústria de games. Depois vieram os Segas, Magadrives, Nitendos, Game boys, cada vez mais traziam diferentes recursos e, gradativamente, escutávamos as mães reclamarem que seus filhos não saíam mais da frente dos televisores. Eu, cedo enjoei desses joguinhos, preferia esportes – interação de verdade.

Interação de verdade? É nesse o ponto que queremos chegar.

Demos um salto de anos, mas talvez, em termos de evolução tecnológica, de décadas, e chegamos a era da internet, computadores abarrotados de recursos e, finalmente, jogos interativos. 

Em 2003 surge o Second Life e não conseguimos definir direito exatamente o que seria isso. Alguns o classificam como jogo 3D, outros como um mero simulador, uma rede social ou mesmo mais uma forma de fazer comérico on-line. Uma vez munido do seu avatar, ou personagem, você pode fazer (quase) tudo dentro dessa realidade virtual: dançar, paquerar, conversar, construir, fazer amigos ao redor do mundo inteiro, ganhar dinheiro, comprar…

Dentro dessa outra realidade, o lado psicológico tem peso majoritário dentro da vida-real do personagem. Muitos jogadores podem ser pobres, feios, banguelas mas dentro do jogo são sarados, bonitos, corpos bronzeados, roupas legais. O avatar pode ser um empresário, ter dez empregados, uma boa casa com carro na garagem, adquiridos através de esforços (ou dicas de jogo) e, na vida real, ser um fracassado.. 

Um avatar pode, ainda, voar, se tele-transportar e conhecer mega cidades como Nova Iorque, Paris e Londres. Enquanto na realidade não possuem dinheiro para freqüentar uma escola digna. Sem falar do perigo que assola nossas ruas enquanto no Second Life não existe criminalidade, nem morte.
Esse pode ser um dos motivos que levam muitos a se trancafiarem dentro de seus mundos terrenos, a decepção com a realidade. E daí se transformar em um problema mais grave como um transtorno comportamental ou mesmo a depressão.

Dinheiro também existe dentro do jogo, se chama Linden Dollar, e assim como no mundo real, você precisa gastar para ter algo bom. Assim como, para tristeza de muitos, também precisa trabalhar e ralar para ganhar algum. Se você é marinheiro de primeira viagem então vai sofrer bastante para conseguir seus primeiros Lindens.

Um grande problema no Second Life, assim como nos sites de relacionamento, é que podem existir crianças, adolescentes que mentem suas idades e acabam expostos a um mundo adulto onde podem rolar convites de paquera, encontros casuais, oferta de drogas e sexo. Uma rede de investigação belga investiga pedofilia e estupro dentro desse mundo.

Assim como tudo que tem muita gente tem alguém tentando lucrar, praticamente todas as grandes corporações já têm suas filiais dentro do jogo, podem não ganhar dinheiro diretamente, mas ganham na publicidade. E como ganham.

Muitos críticos, a mídia também, combatem esse sistema computacional, mas boas e bem intencionadas cabeças estão tentando levar o melhor do Second Life para todos os usuários e interessados. Começa a surgir Universidades, escolas de línguas, cursos a distância baseados na realidade virtual.

O grande lance é não esquecer que, acima de tudo, isso é apenas um jogo, e um mundo lá fora continua a rodar com suas 24 horas por dia, nem mais nem menos. Por que você estava em um outro mundo, esse aqui não mudou. Por que você fez esteira virtual em uma academia no Second Life, não eliminou suas gordurinhas reais. Não trocar a realidade pela fantasia fingindo que são mais felizes não resolve nem te faz mais tranqüila, as reações e sintomas do vício aparecem com o tempo.

Publicado por: blogjormiguel | Novembro 4, 2008

Os caminhos da TV Digital

Vemos quase que diariamente a evolução dos computadores, dos MP3, dos nossos utensílios domésticos, do formato da nossa televisão. Mas a imagem e meios de transmissão continuavam quase que imutável há anos. Surge, então, a TV Digital, que deve melhorar significativamente a qualidade do som e da imagem de nossas TVs, como se assistíssemos constatemente a DVDs. Além de proporcionar uma série de novos benefícios, como ver televisão quando em deslocamentos, a interatividade promete ser o grande “boom” desse novo sistema.

Quando implementada, a TV Digital, proporcionará mais informações à programação assistida. Você vai poder enriquecer o programa com informações adicionais, como por exemplo, ver uma câmara de um outro ângulo na corrida de Fórmula 1 ou no seu jogo de futebol, ou ver os dados de um filme que você está passando, ou participar de um jogo em tempo real, ou comprar um produto que aparece na tela e lhe interessa. São muitas opções. A partir dela, você deixará de ser um telespectador unidirecional para uma interatividade ativa.
No mundo existem três padrões de TV Digital, são eles:

  • ATSC (Advanced Television Systems Committee), adotado pelos EUA, Canadá, México e Coréia do Sul;
  • ISDB-T (Integrated Services Digital Broadcasting Terrestrial), adotado pelo Japão;
  • DVB-T (Digital Video Broadcast Terrestrial), adotado pelos demais países que já decidiram qual padrão seguir, em especial os países da Europa, Ásia, África e Oceania.
  • Até 2006, o Brasil não havia decidido qual padrão utilizar pois estudava qual o melhor para as características bastante peculiares do nosso país, como a extensão territorial, a grande quantidade de pessoas que usam TV aberta, a impossibilidade de muitos usuários adquirir um equipamento que receba a TV Digital, etc.
    Depois de muitos estudos e testes, assistidos pela ABERT (Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão), pela SET (Sociedade Brasileira de Engenharia de Televisão e Telecomunicações) sob supervisão do CPqD (Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações) demonstrou que dos três padrões, o ISDB-T era o melhor, seguido do DVB-T e finalmente pelo ATSC.
    Finalmente, o Brasil decide ter como base o sistema japonês mas adapta às condições do Brasil e passa a chamá-lo de SBTVD ou Sistema Brasileiro de Televisão Digital Terrestre.
    Em dezembro de 2007, a cidade de São Paulo inicia a transmitir a TV Digital, seguida pelo Rio de Janeiro, Goiás, Minas, etc.

    O sistema brasileiro, a princípio, poderá funcionar com as televisões antigas, acopladas a um terminal de acesso receptor (set-top-box) que será vendido ao telespectador (hoje, já é possível encontrá-lo por menos de R$ 200,00). Esse receptor transforma o sinal digital em sinal analógico, padrão do seu televisor de tubo. Entretanto a imagem será sem fantasmas,  ruídos ou chuviscos. O Governo ainda estudo meios de financiar para as famílias carentes formas de aquisição do aparelho. Em 2016 o sistema analágico será completamente desativado.
     
    Curiosidade: “O sistema de transmissão digital usa a codificação MPEG-2, MPEG-4 no caso brasileiro, digitalizar as imagens, o mesmo padrão de codificação usado pelo DVD. A diferença entre os sistemas de transmissão está na maneira com que as imagens são codificadas para a transmissão, o formato de vídeo antes da codificação, o formato de vídeo após a codificação e a maneira com que o áudio é codificado. O sistema ATSC usa um esquema chamado 8-VSB, enquanto os outros dois sistemas usam um esquema chamado COFDM, que é menos sensível a interferências”

    Publicado por: blogjormiguel | Outubro 27, 2008

    Notas Curtas

    Nota 1 – Wall-Mart proporciona Web 2.0 para seus clientes

    A Web 2.0 já anda percorrendo o cyberworld há pouco mais de cinco anos. Tanto sites de relacionamento (MySpace), como grandes empresas de e-commerce (Amazon, e-Bay) aderiram a era desse novo formato de web – e faturam!
    Recentemente a rede de supermercados Wall Mart investiu 25 milhões de reais para proporcionar aos seus consumidores informações diretas e instantâneas sobre promoções no seu comércio eletrônico.
    Quanto mais participação e personalização dos compradores, mais completo e desenvolvido ficará o site, que indica os produtos mais procurados, assim como a opinião, com tags, de seus usuários. 
    A empresa que não estiver nesse mercado pode estar perdendo clientes pela comodidade de informações.

     

    Nota 2 – Micro-Blogging: saiba de tudo em tempo real 

    Segundo o fundador do micro-blogging Twitter, Biz Stone, somente em 2007, ele cresceu 600%. Tal ascendência deve-se a possibilidade de os usuários enviar atualizações pessoais instantâneas, com textos de até 140 caracteres, via SMS ou email para dezenas de pessoas.
    Atualizando o Twitter no seu celular, tem que ter cobertura móvel disponível, ele pode lhe dar a previsão do tempo, saber as últimas notícias, ajudar a encontrar emprego, conhecer gente – os twitterati – e ainda, lhe livrar de uma prisão no Egito (leia mais).

    Publicado por: blogjormiguel | Outubro 14, 2008

    Web 2.0: Inteligência Coletiva

    Há uns 15 anos atrás, ainda no colégio, o professor passava uma pesquisa para casa e nós, alunos, íamos às famosas enciclopédias Barsa, Britânica, Delta Larouse, dentre outras, fazer o trabalho para nota. Consultávamos nossos ascendentes, recorríamos ao próprio professor muitas vezes pois a pesquisa estava complicada.

    Hoje, deparo-me com um termo que as enciclopédias nem imaginariam que fosse existir: Web 2.0. Aí pergunto: e será que, ao menos, o termo internet, chegou a constar? Não posso responder! As enciclopédias de família foram doadas para instituições de caridade. Devem estar ajudando muitas crianças carentes a estudar história…

    É a evolução da comunicação e da tecnologia digital. É a internet globalizando o mundo e costurando mercados. Um ponto mal-traçado e todo o sistema pode vir a bancarrota.

    Evoluímos, e não sei nem se notamos, de uma internet via de mão-única “internauta-home-page” para uma internet colaborativa, onde os próprios internautas constroem os aplicativos entre si, é o que chamamos de P2P (peer-to-peer) ou “usuário-a-usuário”. Explico: comumente utilizamos a net para consultar notícias, endereços, ver o clima, estudar alguma informação publicada, mandar emails, etc. Essa internet era sustentada em uma plataforma externa, um servidor, um computador, que guardava essas informações e permitia ao usuário consulta-las.

    Atualmente, a Web 2.0 permite ao usuário não só consultar mas, principalmente, interagir com outros usuários e expressar opiniões – internet colaborativa. Aqui, cada usuário é um servidor de arquivos e esses são trocados constantemente entre eles. A internet passou a rodar em uma plataforma própria que é ela mesma.

    O conceito de softwares vendidos em lojas cai das prateleiras. Surge os “softwares livres”, estes estão agora “soltos” pela internet, nas nuvens, como utilizam alguns autores. Não são mais comprados e instalados no computador, não dependem mais de um sistema operacional para serem rodados. Se antigamente comprávamos o SimCity, e suas versões semestralmente atualizadas, hoje temos, na internet, o Second Life. Se antes comprávamos a enciclopédia Encarta da Microsoft, hoje temos o Wikipedia, gratuito e em constante desenvolvimento pelos próprios usuários. Programas de mapas foram suplantados pelo Google Maps, Mapquest, dentre outros. Esses softwares agora não são mais produtos concretos, são serviços, alguns gratuitos, alguns com taxas mensais. Aqui surge também o conceito de “beta perpétuo”, ou seja, os programas não necessitam mais de atualizações manuais, eles são auto-corrigidos, atualizados, alterados e melhorados. Muitas vezes o usuário nem toma conhecimento da melhoria automaticamente baixada.

    A Web 2.0 é, acima de tudo, fruto da inteligência coletiva e usufruto dos próprios internautas. Os aplicativos, Wikipedia como exemplo, aproveitam os milhares de usuários para tornarem-se melhores quanto mais utilizações forem feitas. Um outro bom exemplo, que nos ajuda a compreender esse novo conceito, são os programas de baixar arquivos. Quanto mais pessoas conectadas no aplicativo, maior a quantidade de servidores disponíveis, portanto, mais fácil e rápido o downloader poderá conseguir o arquivo procurado, no caso uma música, um filme, um programa, etc.

    Tirando proveito da inteligência coletiva, a Web 2.0 revolucionou os blogs com seus permalinks, ou seja, as pontes criadas por blogueiros com links de interesses comuns. Eles captalizam as informações como uma espécie de filtro e divulgam-na com maior precisão e rapidez que as mídias usuais.

    A internet não tem limites, se antes dizíamos que a única noção de infinito eram as dízimas periódicas e o Universo, hoje, podemos acrescentar a esse verbete a internet. Mas não a internet nos moldes de sete anos atrás. A Web 2.0 foi quem possibilitou a internet colaborativa e esses zilhões de informações acrescidas diariamente pelos usuários. Segundo a Discovery Magazine, de todas as informações trocadas na net, 9% corresponde a emails e 75% correspondem a trocas de arquivos.

    Publicado por: blogjormiguel | Setembro 23, 2008

    Busca incessante por informações

     As páginas da web, com seus milhões de dados, não são mais suficientes no mundo da Tecnologia da Informação. Sites de empresas, órgãos oficiais, imprensa não satisfazem mais o senso de veracidade dos ávidos internautas sedentos por informação fresca e precisa.

    Os blogs amenizam, em parte, essa desconfiança de que nem todas as informações na internet são verdadeiras. Com a discussão e troca de informações, que é própria dessa modalidade, as dúvidas podem ser sanadas e contratos de má-fé desfeitos.

    Os blogs são, na verdade, uma evolução dos FAQ, a sigla em inglês que significa Frequently Asked Questions, ou seja, “Dúvidas mais Freqüentes”, tão comumente presentes em sites que requerem algum conhecimento mais específico. Na modalidade dos FAQ, o leitor não tem a opção de, em caso da dúvida permanecer, ele poder perguntar ou pedir maiores esclarecimentos publicamente. Ao blog é inerente os comentários de pessoas que visitam a página e podem acrescentar mais detalhes e peculiaridades que se tornam essenciais para o aclaramento do assunto.

    Os blogs, ou weblogs, como foi inicialmente chamado por Jorn Barger, evoluiu em pouco mais de onze anos de existência a patamares nunca imaginados, no começo contava-se em torno de cinquenta, atualmente são mais de 70 milhões de publicações e 120 mil são criados diariamente. O alto preço de publicações em revistas, jornais e impressos em geral somados ao desenvolvimento de softwares de fácil manuseio automatizando a publicação de blogs possiblitou o sucesso dessa mídia instantaneamente.

    Além de poder se comentar e acrescentar informações de relevância sobre uma infinidade de matérias, os blogs permitem links com outras páginas semelhantes ou co-relacionadas onde o internauta poderá ir mais além no assunto que busca, são os permalinks. Cabe a quem procura, primeiramente, saber procurar. Isso não acontece da noite para o dia, é com o tempo que vamos nos habituando a páginas e nos familiarizando com conteúdos, linguagens específicas e, sim, alguns devaneios. Tudo que se quer se encontra, e nesse mundo midiático, diga-se, encontramos em boa quantidade. Resta-nos saber compilar as informações e não se deixar vagar noite e dia pela internet. De repente se começa em uma matéria e, sem explicação, já estamos em outra completamente diferente.

    Os blogs são a cara do dono. Podem ser postados diariamente, podem não ter tanta atenção assim, podem ter temas só relevantes (mas o que é relevante para mim pode não ser para você. Certo!), podem conter só piadas ou só figuras… a infinidade de assuntos que os blogs abordam e discutem é infindável. Essa modalidade de mídia participativa já está enraizada e precocemente frutifica, alegrando e entristecendo pessoas, sanando e respondendo perguntas. E por que não dizer também gerando mais dúvidas? Essa constante troca de dados e informações é que possibilita o movimento cíclico e incessante dos usuários de blogs.

    Publicado por: blogjormiguel | Setembro 1, 2008

    Do blog ao blogjornalismo

    Podemos visualizar a origem dos blogs na necessidade intrínseca do homem de se expressar, divulgar pensamentos, idéias, descobertas… desde os homens das cavernas no período pré-histórico temos relatos (e provas até hoje) de inscrições nas paredes das cavernas querendo mostrar e repassar para gerações futuras meios de sobrevivência. Posteriormente surgiram os pergaminhos egípcios, as inscrições em tábuas no Oriente Médio. Na era Colonial já se usavam panfletos e, finalmente, os “protótipos” do que hoje conhecemos como jornal.

    Com o advento da internet e a navegabilidade que ela proporciona, os blogs, definido como uma nova forma de mídia alternativa pessoal de discussão atualizável constantemente, atingiram um caminho irreversível. Até 1997 a palavra “blog” nem existia. De repente, em 1999, já se registrava algumas centenas deles e, hoje, o site technorati.com registra 23,5 milhões.

    Os blogs traçaram um caminho sem volta. E o seu sucesso, dentre outras razões, deve-se à possibilidade de apresentar diversos pontos de vista e opiniões e, também, não identificar, obrigatoriamente, a autoria do comentário (ou post). Enfim, é um forum de debates sem contato físico, acessível a quem possuir internet e com resultado instantâneo.

    Eles, hoje, são os maiores responsáveis pela democratização da publicação. Pode-se encontrar de um tudo, dependendo da legislação de cada país, na internet. E os blogs não fogem à regra, com uma característica que o torna fundamental: a possibilidade de se comentar, criticar, elogiar, acrescentar qualquer trecho ao texto publicado pelo blogueiro.

    Outra particularidade dos blogs que o tornam bastante populares é a possibilidade de uma lista de links externos acessíveis a partir da página visitada. Geralmente, o autor do blog relaciona esses links de acordo com seu gosto pessoal ou com conteúdo consonante com o que é escrito por aquele.

     

    No mundo jornalístico, os blogs se tornaram, e não poderia ser de outra maneira, uma revolução. Qualquer jornal impresso que se preze tem uma página de internet e alguns de seus jornalistas possuem blogs que usam-no como mais uma fonte informação e discussão de matérias. A possibilidade de poder ser discutido o assassinato de uma criança, a crise política, o déficit da balança comercial ou qualquer outro assunto de relevância local ou nacional, abriu portas para a elucidação da veracidade dos fatos através da troca de informações a partir de várias fontes, coleta de dados de acesso restrito ou limitado, assuntos inusitados.

     

    Em países como a China, por exemplo, onde o governo ainda censura duramente o que é divulgado na mídia, e até impõe pedido de permissão para qualquer tipo de manifestação, a internet é bastante limitada e os blogs engatinham no que tange a popularidade.

    Nos blogs ainda há a possibilidade de se postar vídeos e músicas, tornando-o uma ferramenta de interação sem precedentes.

     

    Exatamente por oferecer todas essas facilidades devemos desconfiar de tudo que é escrito na internet. Principalmente se não for em sites de jornalistas ou colunistas de renome, não custa dar uma averiguada na informação antes de ser repassada sem que gere algum tipo de problema para quem a recebe. Assim como em qualquer área da vida, o mundo dos blogs está cheio de charlatões que querem se aproveitar de cabeças inocentes para difundir idéias e pensamentos reprováveis.  

     O blogjornalismo vem como mais uma ferramenta de fomentação da veracidade da notícia, que é indispensável para a construção da base sólida da democracia na qual estamos inseridos.

    Publicado por: blogjormiguel | Agosto 28, 2008

    Madonna compara McCain a Hittler

    Em show realizado no país de Gales [26/08] Madonna exibiu um vídeo com a imagem de vários líderes e inimigos do mundo, durante a exibição a cantora mescla imagens do candidato republicano a presidência dos Estados Unidos, John MacCain, com o ditador alemão Adolf Hitler.

    A mídia internacional noticiou o vídeo exibido no show de Madonna como a “nova polêmica da rainha do pop”. Além da comparação que faz com MacCain a Hitler, surge no vídeo imagens de cidades destruídas pelas guerras ao redor do globo, florestas queimadas , crianças famintas na África e ainda outros ditadores, por exemplo Robert Mugabe, ditador do Zimbábue, que disse que ia eliminar os gays.

    Apesar de o vídeo começar com as desgraças, a partir da metade ele passa por uma metamofose e entra na esperança. Desse momento em diante surge imagem com os líderes que lutaram pela paz. Entre eles pode-se ver Teresa de Calcutá, Nelson Mandela, Marthin Luther King, John Lennon, Al Gore e fecha com o candidato democrata a presidência dos EUA, Barack Obama. Uma mensagem clara aos norte-americanos. O diretor de campanha do candidato republicano MacCain disse que tal comparação é  “inaceitável e completamente divisória”.

    Publicado por: blogjormiguel | Agosto 14, 2008

    Desmatamento na Amazônia é o maior já registrado

    Prevê-se, em um ano, um desmatamento equivalente a 12,8 vezes maior que a área da cidade de São Paulo

    Dizem que agosto é o mês do desgosto. Para muitos uma superstição, mas para a floresta amazônica o jargão poderá fazer sentido. Sai ainda esse mês o total de desmatamento, no período de um ano – agosto 2007 a julho 2008, da região que engloba os Estados do Amazonas, Pará, Acre, Rondônia, Roraima, Amapá, Mato Grosso, Tocantins e Maranhão.

    As previsões não são nada favoráveis para a floresta, estima-se que 20.000km² foram devastados nesse período. Isso, comparativamente, é mais que o dobro de 150 anos de devastação da Mata Atlântica (1700 a 1850) no período da produção de açúcar do Brasil-Colônia.

    Essa preocupante previsão tem referência na análise do desflorestamento do mês de abril, quando a área devastada foi equivalente ao município do Rio de Janeiro, ou seja, 1.123km². Nos meses anteriores os números não chegavam a 1.000km². Tais dados são do Deter, sistema de detecção em tempo real do governo, e comprova que será difícil manter a faixa do período 2006-2007, que foi de 11.700km², assim mesmo uma área equivalente a sete vezes e meia a cidade de São Paulo.

    Mato Grosso, o maior produtor de soja do país, onde a agricultura e a pecuária concorrem ferozmente com a mata nativa, foi o recordista de desmatamento no período: 794,1km².

    O diretor da ONG Amigos da Terra, Roberto Smeraldi, coloca muito bem: “Colhe-se o que se plantou. Você aumenta a exportação de ferro-gusa com carvão de floresta nativa,  triplica os frigoríficos, titula ocupações de até 1.500 hectares, licencia obras ilegais e ainda não cobra multas. Depois espera o quê?”

    Diante dos números estarrecedores do desflorestamento o Governo Federal diz que passou a adotar ações emergenciais. Porém em ano eleitoral desconfia-se de tais ações. Primeiramente, o Governo não vai querer abrir frente de briga com os aliados da região e, em segundo, segundo o próprio Ministro do Meio-Ambiente, Carlos Minc, não se sabe que são os donos das terras na Amazônia.

    Uma medida federal que poderia ter gerado efeitos bastante positivos foi o Plano Amazônia Sustentável, que  consistia no cadastro compulsório de terras da região por seus proprietários. Entretanto somente 20% aderiram ao cadastro, talvez por falta de maiores incentivos governamentais ou desconfiança dos latifundiários nessas medidas governamentais que poderiam gerar mais impostos. 

    A situação é grave e urgente. Não só aparelhagem moderna resolve o problema, política de incentivo e consciência com madeireiros, pecuaristas, mineradores e latifundiários devem ser a base de qualquer medida referente a região amazônica.

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