Podemos visualizar a origem dos blogs na necessidade intrínseca do homem de se expressar, divulgar pensamentos, idéias, descobertas… desde os homens das cavernas no período pré-histórico temos relatos (e provas até hoje) de inscrições nas paredes das cavernas querendo mostrar e repassar para gerações futuras meios de sobrevivência. Posteriormente surgiram os pergaminhos egípcios, as inscrições em tábuas no Oriente Médio. Na era Colonial já se usavam panfletos e, finalmente, os “protótipos” do que hoje conhecemos como jornal.
Com o advento da internet e a navegabilidade que ela proporciona, os blogs, definido como uma nova forma de mídia alternativa pessoal de discussão atualizável constantemente, atingiram um caminho irreversível. Até 1997 a palavra “blog” nem existia. De repente, em 1999, já se registrava algumas centenas deles e, hoje, o site technorati.com registra 23,5 milhões.
Os blogs traçaram um caminho sem volta. E o seu sucesso, dentre outras razões, deve-se à possibilidade de apresentar diversos pontos de vista e opiniões e, também, não identificar, obrigatoriamente, a autoria do comentário (ou post). Enfim, é um forum de debates sem contato físico, acessível a quem possuir internet e com resultado instantâneo.
Eles, hoje, são os maiores responsáveis pela democratização da publicação. Pode-se encontrar de um tudo, dependendo da legislação de cada país, na internet. E os blogs não fogem à regra, com uma característica que o torna fundamental: a possibilidade de se comentar, criticar, elogiar, acrescentar qualquer trecho ao texto publicado pelo blogueiro.
Outra particularidade dos blogs que o tornam bastante populares é a possibilidade de uma lista de links externos acessíveis a partir da página visitada. Geralmente, o autor do blog relaciona esses links de acordo com seu gosto pessoal ou com conteúdo consonante com o que é escrito por aquele.
No mundo jornalístico, os blogs se tornaram, e não poderia ser de outra maneira, uma revolução. Qualquer jornal impresso que se preze tem uma página de internet e alguns de seus jornalistas possuem blogs que usam-no como mais uma fonte informação e discussão de matérias. A possibilidade de poder ser discutido o assassinato de uma criança, a crise política, o déficit da balança comercial ou qualquer outro assunto de relevância local ou nacional, abriu portas para a elucidação da veracidade dos fatos através da troca de informações a partir de várias fontes, coleta de dados de acesso restrito ou limitado, assuntos inusitados.
Em países como a China, por exemplo, onde o governo ainda censura duramente o que é divulgado na mídia, e até impõe pedido de permissão para qualquer tipo de manifestação, a internet é bastante limitada e os blogs engatinham no que tange a popularidade.
Nos blogs ainda há a possibilidade de se postar vídeos e músicas, tornando-o uma ferramenta de interação sem precedentes.
Exatamente por oferecer todas essas facilidades devemos desconfiar de tudo que é escrito na internet. Principalmente se não for em sites de jornalistas ou colunistas de renome, não custa dar uma averiguada na informação antes de ser repassada sem que gere algum tipo de problema para quem a recebe. Assim como em qualquer área da vida, o mundo dos blogs está cheio de charlatões que querem se aproveitar de cabeças inocentes para difundir idéias e pensamentos reprováveis.
O blogjornalismo vem como mais uma ferramenta de fomentação da veracidade da notícia, que é indispensável para a construção da base sólida da democracia na qual estamos inseridos.